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NITS e Sinalização Digital

 

Encontramos sinalização digital na maioria dos espaços públicos – de espaços de entretenimento até centros de educação ou de negócios – e é vista diariamente por mais de 70% da população. É utilizada para interagir com o público (de qualquer faixa etária), de formas novas e fascinantes. Apesar de ter um ROI (Return on Investment) mais do que comprovado, é ainda uma área de enorme complexidade – e envolve uma grande diversidade de componentes. Aqui clarificamos a importância de escolher o ecrã certo.

A sinalização digital permite uma enorme diversidade e flexibilidade na comunicação. Por mais que a mensagem tenha sido bem trabalhada, é necessário que seja vista (preferencialmente pelo público-alvo) para que exista ROI.

O ecrã é o componente responsável pela apresentação da mensagem, pelo que é indispensável que esteja preparado para uma grande amplitude de condições ambientais, de modo a maximizar tanto a vida útil como a usabilidade. Um ecrã ou quiosque que seja destinado a uso interior, por exemplo, tem diferentes requerimentos de um cujo destino seja o exterior (o qual, para além de ter mudanças constantes na qualidade e quantidade de luz, necessita ainda de estar preparado para diversas condições atmosféricas, assim como para uso impróprio ou vandalismo). Estes requerimentos influenciam o tipo de componentes a incluir – especialmente o ecrã – para assegurar a melhor performance.

 

Brilho e saída de luz

É muito comum trocar o termo luminância com o termo brilho, sendo a utilização deste último a mais comum.

A diferença entre eles deriva de a luminância ser a medida fotométrica da intensidade luminosa por unidade de área (‘Candela por Metro Quadrado’ [cd/m2]), que serve como indicador da aparência do brilho de uma superfície. O brilho, por outro lado, é a perceção induzida pela luminância de uma fonte visual que aparenta irradiar ou refletir luz, mas não é necessariamente proporcional ao valor da luminância.

Em suma, luminância é um atributo objetivamente mensurável, pelo que pode ser quantificado, enquanto o brilho é a interpretação subjetiva da luminância percebida, e é apenas possível referir-se-lhe em relação a uma escala (em percentagem, por exemplo, ou numa escala relativa – mais/menos brilhante do que, etc.).

 

Como surgiram os Nits?

A disponibilidade generalizada de TV’s HDR (High Dynamic Range) foi a grande influência, e definem-se como uma forma de quantificar a saída de luz (com o propósito de servir HDR, quantos mais Nits uma televisão possuir, maior será a saída de luz).

Um Nit equivale a uma candela por metro quadrado (cd/m2), uma medida padronizada de intensidade luminosa, onde a candela indica a quantidade de energia luminosa proveniente de uma fonte e os Nits indicam a forma como esta energia é distribuída por uma área (sendo esta a razão para que um ecrã de telemóvel com 400 Nits pareça tão brilhante quanto um ecrã de computador com o mesmo valor, ainda que o computador emita mais luz no total). Para colocar em números, qualquer TV mediana admite uma saída de luz entre 100 e 200 Nits mas, se for compatível com HDR, estes valores podem aumentar para entre 400 e 2000 Nits.

Contudo, é necessário fazer notar que, mesmo que um ecrã tenha uma saída de luz de 1000 Nits, isso não significa necessariamente que o rendimento será constantemente o máximo. A maioria das imagens ou cenários possui uma variação de conteúdo claro e escuro, bem como variações na cor, pelo que cada uma irá exigir diferentes níveis de saída de luz.

 

Porquê optar por um ecrã com mais ou menos Nits?

Como foi mencionado acima, de modo a assegurar a legibilidade das mensagens expostas, é necessário conseguir ver o ecrã. O atributo com maior relevância serão as condições de luz externa (o sol, por exemplo, ou o tipo de lâmpada usado – como fluorescente, incandescente ou LED) cujo impacto tem resultados diretos na legibilidade do ecrã. Naturalmente, um ecrã de exterior tem requisitos muito superiores em relação aos Nits do que um interior, de modo a conseguir adaptar-se aos desafios colocados pelo sol (e pela falta dele), assegurando que a mensagem é constantemente legível – mesmo nos extremos (luminosidade total pelo meio do dia e ausência de luz à noite).

Contudo, ser brilhante, por si só, não assegura uma legibilidade ótima; é necessário existir uma combinação otimizada de brilho, contraste e tratamento anti-reflexo para que isso aconteça.

Portanto, enquanto os Nits se provam essenciais para assegurar a legibilidade, há outros fatores a considerar para obter o melhor resultado na mensagem exposta.

 

Beatriz Eiras

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